O mais novo filme nacional a chegar aos cinemas é “(Des)controle”. No dia 05 de fevereiro, estreia esse longa com Carolina Dieckmmann e direção de Rosane Svartman e Carol Minêm. “(Des)controle” é uma dramédia, mistura momentos engraçados com situações sérias, e consegue fazer isso bem.
Carolina Dieckmmann interpreta Kátia, uma escritora casada e com dois filhos que vem negando seu momento de crise. O marido tenta recuperar o casamento, enquanto ela está travada em seu novo romance de uma série teen que resgata sua adolescência. O filho mais novo terá seu bar mitzvah, que ela precisa organizar. Quando tudo começa a ruir, Kátia volta a um hábito antigo: a bebida.
No começo, fica claro que ela parou de beber há 15 anos. Então, assim que Katia pega a primeira taça de vinho nas mãos, dá para pressentir o que vem. O drama começa a entrar aos poucos na história, o que dá um tom realista à trajetória. Aos poucos, o hábito vai minando a vida da escritora e suas relações pessoais, e ela demora a notar.
O filme consegue mostrar a dificuldade de tomar a decisão de parar com um vício, e trazer com leveza essa discussão com momentos de comédia. Somado ao alcoolismo, o longa traz essa discussão da sobrecarga sobre a mulher, que precisa equilibrar casamento, filhos, carreira e cuidado da casa e não tem tempo para cuidar da saúde mental.
A atuação da Carolina Dieckmmann é boa, e o resto do elenco que tem Caco Ciocler, Irene Ravache, Daniel Filho e Julia Rabello, é muito bom. Alguns truques são bem clichês como usar o reflexo do espelho para mostrar o lado “mau” de Katia. A parte técnica também não se destaca, é eficiente, mas não demonstra uma grande preocupação com fotografia, por exemplo, mas é eficiente.
“(Des)controle” é um filme que consegue trazer um tema mais sério sem ser chato. Não impressiona, mas diverte.


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