O mundo da arte vira seus olhos para Curitiba a partir deste fim de semana. No dia 14 de junho (domingo), a cidade inaugura a 16ª edição da Bienal Internacional de Curitiba. A primeira mostra estreia no Museu Oscar Niemeyer, mas dezenas de outros espaços na capital paranaense também receberão exposições nacionais e internacionais. São mais de 300 artistas de 38 países, com mostras, instalações, ações urbanas e performances.
As curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda trazem o tema “Limiares”, propondo reflexões sobre as transformações do mundo contemporâneo e os frágeis limites entre digital e físico, tecnológico e humano, natural e artificial. “Mais do que um conceito, Limiares é uma atitude curatorial: habitar a fronteira, permanecer no entre, criar a partir da incerteza, gerando novos caminhos”, afirmam as curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda.
Três décadas de arte
Para marcar as três décadas de Bienal, foi escolhido o MON como epicentro cultural do evento. O Museu Oscar Niemeyer já recebeu grandiosas mostras de arte contemporânea e foi palco de exibições da Bienal ao longo de muitas edições. Dessa vez, o evento internacional ocupa o Olho, a Torre, a Rampa, cinco salas e entressalas do museu. “Mais uma vez, o maior museu de arte da América Latina abre as portas para abrigar a Bienal Internacional de Curitiba, que chega a sua 16ª edição e tem o Museu Oscar Niemeyer como a sua principal sede”, comenta a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.
Uma das exposições mais aguardadas é de “Poéticas da Memória e da Matéria”, protagonizada por Chiharu Shiota, um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea mundial no momento. A artista japonesa apresentará quatro obras inéditas, incluindo uma que reúne contribuições do público. A Bienal fez uma chamada pública de cartas, desenhos e relatos pessoais enviados à artista, com centenas de contribuições não só de Curitiba, mas de outros endereços pelo Brasil e pelo mundo.
Outros nomes internacionais de peso incluem o espanhol Max Esteban, que se utiliza da videoarte e fotografia para criticar a condição humana frente à tecnologia, e o chinês Xia Hang, com sua estética cyberpunk.
Endereços
O MON não será a única casa da Bienal de Curitiba. Também haverá mostras no Museu Paranaense (MUPA), o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), o Museu Alfredo Andersen, o Museu da Fotografia, o Museu da Gravura – Memorial de Curitiba, o Museu de Arte Indígena e o Museu Municipal de Arte (MuMA). Outras ações incluem eventos que anteciparam a Bienal, como Curitiba Art Week e Circuito Universitário da Bienal de Curitiba (CUBIC5).
A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal – Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival – Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) – Prefeitura de Curitiba. Acompanhe pelos sites http://www.16bienaldecuritiba.org, http://www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba.
16ª Bienal Internacional de Curitiba – Limiares
Abertura: 14 de junho de 2026, domingo
Visitação: até 15 de novembro de 2026
Grande núcleo expositivo: Museu Oscar Niemeyer – MON (R. Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico) / e outros endereços da cidade
Ingressos MON: R$ 18 (meia) e R$ 36 (inteira) – entrada gratuita às quartas-feiras e aos últimos domingos de cada mês
Informações e programação completa: no site http://www.16bienaldecuritiba.org e no Instagram @bienaldecuritiba.
Foto: Timothy Schenck.

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