“O Fim da Rua” mistura ação com doses de terror jurássico; filme estreia em 13 de agosto

2–3 minutos

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De um fenômeno científico raro surge a invasão de dinossauros mais curiosa do ano. Nesta quinta-feira (13/08) estreia nos cinemas brasileiros “O Fim da Rua”, novo filme do diretor David Robert Mitchell (de “Corrente do Mal”). Estrelado por Anne Hathaway e Ewan McGregor, o longa apresenta uma família em crise vendo seu bairro ser transportado para o tempo em que os dinossauros dominavam o planeta. Entre ação e doses de terror, o filme oferece uma boa diversão.
“O Fim da Rua” começa como uma trama de comédia juvenil dos anos 1980 – não à toa, a história se passa nesse período. Uma escolha que também ajuda a pensar: nenhum desses personagens assistiu a “Jurassic Park”. E o fato de se afastar dessa referência tão forte dos filmes de dinossauro é um ponto alto. A família tem seus problemas, que vão se tornando visíveis nos primeiros minutos, especialmente os pais, claramente a ponto do divórcio. Já os filhos (Maisy Stella e Christian Convey), adolescentes, vivem dramas como cuidar do cachorro bagunceiro ou decidir onde estudar na faculdade.
Depois de um tempo consolidando alguns personagens, a trama começa a se desenrolar com alguns detalhes que chegam a ser engraçados. São os primeiros sinais de que algo está errado naquela realidade. Até que um buraco de minhoca faz parte da cidade ser deslocada no tempo, indo de volta ao período em que os dinossauros existiam.
Mas diferente de ter um ou outro animal violento entre outros mais fofos e curiosos, como as tramas dos anos 1990 de Steven Spielberg, aqui eles são vorazes. Dos pequenos aos imensos, todos são movidos por instinto e pela fome. A falta de água e luz misturada à perseguição dos dinossauros ferve as relações familiares. Emocionalmente, o filme escolhe tensões mais óbvias, que levam a soluções fáceis. Mas há um mérito em construir personalidades em personagens e tornar suas relações mais reais. A briga com o vizinho se torna algo muito menor depois que se vê essa pessoa ser perseguida por pterodátilos.
As cenas de ação são divertidas e passam a emoção de tensão e medo ao ver a carnificina dos dinos. É aqui que o filme tem seu valor, entretém e entrega uma ação com horror e pitadas de comédia que aliviam ao longo da trama. As atuações, especialmente de Anne e Ewan, deixam o filme um pouco mais interessante, mesmo que raso em narrativa.

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